FAROL DA BARRA
No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente, e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos os Santos em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros itens, para abastecer o mercado consumidor europeu.
No fim desse século, após o trágico naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o Forte de Santo Antônio da Barra foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), vindo a receber um farol - um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, de acordo com o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.
O diário de bordo do corsário inglês William Dampier, em 1699, relata: "A entrada da Baía de Todos os Santos é defendida pelo imponente Forte de Santo Antônio, cujos lampiões acesos e suspensos para orientação dos navios, vimos de noite."
Localização do Farol
O Decreto Regencial de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo.
Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro.
Em 1937, o antigo sistema "Barbier" (incandescente a querosene) de iluminação foi substituído por luz elétrica, comemorando-se o primeiro centenário do farol a 2 de Dezembro de 1939.
Atualmente o farol encontra-se consagrado como um dos ícones da capital baiana, inspirando artistas e poetas.
PRACA DUQUE DE CAXIAS
MONUMENTO DOIS DE JULHO
O Campo Grande é um bairro de Salvador surgido no início do século XIX, em torno da Praça com este nome, sofreu uma
série de transformações urbanas no decorrer da sua história. Possui atividade cultural ativa, principalmente devido ao Teatro Castro Alves (TCA), ao Teatro Vila Velha, importantes colégios em suas adjacências e associações como a "Casa d'Itália".
Sua origem está relacionada com a chegada da família real a Salvador (1808). Diferentemente de bairros mais antigos, as casas eram construídas distantes dos lotes vizinhos e das vias públicas.
A praça do Campo Grande, antigamente denominada Campo de São Pedro, foi palco de aguerridos combates durante os eventos que precederam as lutas pela independência da Bahia, já em 1821. Ali está situado o forte de São Pedro, local disputado pelas vertentes em disputa nas tropas: brasileiros e portugueses.
Cortada ao meio por um profundo vale, foi somente no final do século XIX, no governo republicano do dr. Rodrigues Lima, que a praça foi ricamente ornamentada e recebeu a bela configuração que hoje ostenta, com monumentos grandiosos feitos na França, evocando os heróis das lutas pela Independência da Bahia - deixando-a digna da importante cidade brasileira.
Apenas nos anos 80 do século XX o Campo Grande viu-se novamente palco de batalhas campais: desta feita entre os estudantes, contestando o aumento das passagens de ônibus, pelo que foram massacrados pelas tropas da Polícia Militar, enviadas pelo governador ACM (1981).
Desde aquele momento o lugar é palco das grandes manifestações populares e reivindicatórias - como a gigantesca passeata do "Fora Collor", dez anos depois.
Panteão da liberdade

.1 – Espécie: Monumento
1.2 – Título: Panteão da Liberdade
1.3 – Autor: Desconhecido
1.4 – Época: 26 de julho de 1914 (inauguração)
2.1 - Endereço: Estrada Campinas de Pirajá - Pirajá
2.2 - Localização: Vizinho a Igreja São Bartolomeu
3.1 - Material: Estrutura de Alvenaria Neoclássica
3.2 - Técnica: Construção Civil
3.3 - Dimensões: Altura = 3,18m, Base (2,20 x 2,20)m
O Panteão simboliza a gratidão da Bahia e do Brasil para com o general francês que preparou o Exército Libertador que viria a expulsar da cidade as forças de Madeira de Melo. Possui características neoclássicas, sobressaindo-se, em sua fachada, 4 colunas dóricas, de fuste liso, que sustentam o entablamento e o frontão triangular. Nas fachadas laterais, dotadas de platibanda, além das colunas do átrio, existem, em cada uma delas, 3 pilastras, formando 2 vãos onde se localiza uma janela, em esquadria de ferro e vidro.
Uma escada com 4 degraus em mármore dá acesso ao átrio, Em seguida, o acesso ao interior do panteão dá-se através de uma porta central em ferro e vidro, com uma janela também em ferro e vidro, de cada lado.
O interior é bastante iluminado pela luz natural, que é filtrada pelas 6 janelas e porta, todas envidraçadas, As paredes são decoradas com pintura mural, feitas pelo processo de molde vazado, sobressaindo decoração floral estilizada (flor de lis) e perolados. Essas pinturas murais percorrem todas as paredes do interior do panteão, inclusive o teto, totalizando cerca de 60 m².
Para maior proteção do monumento em 2003 foi instalado gradil em seu entorno, bem como fechamento das esquadrias em chapa metálica e vidro aramado.
5. Referência Histórica
5.1 Homenageado
General Pedro Labatut (1775-1849)
Comandante do Exército pacificador na campanha de independência da Bahia, Pedro Labatut nasceu em 1775, em Cannes (França). Filho de Antonio Labatut e Genoveva Alegre.
Iniciou a carreira das armas e militou no exército francês de Napoleão Bonaparte, onde alcançou respeito e consideração dos seus superiores.
No posto de coronel migrou para a América do Sul, promovido no exército da Colômbia, em seguida veio para o Brasil. Residiu no Rio de Janeiro e por ordem do Príncipe Regente, incorporou-se ao exército nacional, em 3 de julho de 1822, na patente de brigada. Em 9 de julho do mesmo ano, foi designado o comando das tropas que na Bahia se revoltaram contra o domínio do general português Madeira de Melo.
Foi casado com Clara Úrsula Cristina, com quem teve 4 filhos: Maria Conceição, Manoela, Isabel e Emmanuel Labatut.
Faleceu na cidade do Salvador, no dia 4 de setembro de 1849